sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Fragmentos VI


O céu num campo de batalha,
Vesti-se de nublado para não ver
La carnificina.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Haikai a Pachamama


Incenso é queimado
Numa pira ritualística
O sol dança no zênite

Um canto polinizador
É recitado na madrugada
& abelhas voam no vergel vespertino

Cântaro de barro chibcha
Contendo vinho cerimonial
É ofertado a Pachamama

Fragmentos V


Um tanque de guerra parado
Em frente a uma hermida,
Soltados também rezam!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O fogo da inspiração


O fogo da inspiração
É ar arte (rial) que perpassa
O pulmão (...)
É fogo a crepitar em altar antigo
Há acender antigos mistérios
Que o ancião do tempo vela
O fogo da inspiração
Escrevi em si mil poemas
E odes que carrega em seu pescoço
Como pérolas (...)
O fogo da inspiração
É transmuta (dor) alquímico
É maquinaria alquímica
Há serviço da alma coletiva do povo!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bandeira Feita de Pano de Chita


Caboclo de lança voa
Em mundo paradisíaco
Onde não exista canaviais
Nem usinas devoradora de homens
Vai a um país
Onde tudo é fartura
Onde a tarde é dourada
E tu vê ao longe bravo caboclo
Um revoar de tanajuras
Um país onde a bandeira
É como um pano de chita
E colorida igual a teu sorriso
Que tremula não com medo
Mas,cheia de alegria
Igual a uma criança

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fragmentos IV


Pássaro com asas impregnadas de sangue, de outros territórios, mas, carregando
No peito uma canção de paz

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Haikai a Um Punhado de Pétalas


Um punhado de pétalas
É jogado num rio
Que murmura um obrigado

Um beijo é dado
Em um altar mor
Em um altar do amor

Duas montanhas se olham
E lágrimas de água doce corre
De suas entranhas por não puder se tocarem