sábado, 10 de dezembro de 2011

Borboletas célticas


Um punhado de areia
É jogado ao ar
É mar de estrelas
Que se precipita

Um punhado de areia
É jogado ao vento
Borboleta célticas
A voar no firmamento.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O que fiz?!


Quando os corbertores milenares de neve
Estiverem desaparecendo dos altos montes
E floresta inteiras sendo devastadas
E rios contaminados impunimente
Se transformando em imensos lodassais.
O gemido da Mãe Terra será ouvido
Será um gemido de dor aguda e lenta
Então em meio esse tremendo suplicio
O homem perguntará à si mesmo:
O que fiz?!

O Prazer



O prazer é faca afiada que corta
a derme da alma de quem o manipula.
O puro amor é bálsamo bendito que anjos,
Ofertam e ningéum o quer (...)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Meu Caro!


Admiro imensamente essa terra donde escarro
De poeira quente e sol altaneiro
De forro na casa de taipa e festa no terreiro
Admiro imensamente essa terra donde escarro
De couro curtindo
De gente curtida pelo tempo
Que olha lentamente na fresta da porta
Entre aberta.
E vê um umbuzeiro dançando no terreiro.
Será visagem?
Umbuzeiro florindo dança e canta também (...).
Meu caro!

La Poesia que me move


A poesia que me move
É vento alísio
A correr em teus cabelos
A poesia que me move
Corre como água
Em regatos mil
Transmutar palavra
Ovo de ouro
Vazio (...)
Ramo rebento da palavra
A poesia que me move
É lavra
É milha
É terra
El Tierra
Latina atina
Platina
Feminina
Nordestina
Masculina
Como a dor
Rod (a) descarrilada no tempo.

Nota(Mudei o Titulo do blog para ElimaneolArtePoemada)

Mudei o titulo do meu blog por que um grande amigo que tenho me deu esse dica dentro da numerologia e eu estou seguindo o seu bom conselho.Agradecido a todos(as) que vem seguindo esse meu blog que também são de vocês amigos. Fico grato for vossa compreensão.

Elimanoel

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Poeira do Canavial


Poeira do canavial
Quente e doce
A soprar nas narinas
Enfurecida do vento
Poeira de canavial
Agridoce e sanguínea
Negra cinza da palha da cana
Navalhas vencidas pelo fogo
Poeira do canavial
A rodopiar nas asas do vento
Carrega consigo o lamento
Estridente como gemido de rabeca
E penitente como suor de cortador de cana
Poeira do canavial
Suor e sal
Pólvora e cal