quarta-feira, 18 de junho de 2014

Musa das Olindas ou Musa di Olinda

Musa das Olinda.
Sussurras em meu ouvido palavras.
Ávida para voar altaneira.
Como uma águia de um Rubayat de Omar kayan
Musa das Olinda.
Toda vestida de flores – no coração mil amores:
Bordados, pintados & grafitados.
Como a cidade que tu habitas com ruas estreitas
& misteriosas.
Profana e sagrada ao mesmo tempo.
Ó musa das Olinda de ti só sei o nome
Que um beijar flor me confidenciou num ritual Xamânico.

Musa di Olinda.
Sussurrare parole all'orecchio.
Desideroso di volare altezzoso.
Come un'aquila di un Rubaiyat di Omar Kayan
Musa di Olinda.
Tutto vestito di fiori - nel cuore mille ama:
Ricamo e graffiti dipinti.
Come la città che abitate con strade strette
E misterioso.
Sacro e profano allo stesso tempo.
O musa di Olinda da voi conosce solo il nome
Un fiore bacio confidava nel rituale sciamanico.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Ode ao Marco Zero

A ponte Duarte Coelho cria vida.
E desatola-se da lama do mangue.
Corre em plena avenida-
Num arrebol xiloácidosurrealista!
Chuta a escultura fálica Breeniana.
Que está poeticamente rígida e tesa.
No marco zero (...).

domingo, 15 de junho de 2014

Nesse Mar de Sombra e Luz

Nesse mar de sombra e luz
Onde escorpiões e pássaros convivem em harmonia.
Nesse mar de sombra e luz
Onde o frio e o calor sem abraçam, trazendo o aconchego.
Nesse mar de sombra e luz
Onde o ódio e o amor se confraternizam
Nesse mar de sombra e luz
Onde flores e espinhos buscam traduzir a beleza.
Que há:
Nesse mar de sombra e luz

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Meninos e Pirilampos e outras Odes

Menino é pirilampo que canta e sorrir ao mesmo tempo
Pé de umbuzeiro enfeitado com flores e meninos.
Numa tarde, bem Agrestina, cheiro de alecrim e odes no ar.
O sol é pipa ígnea rodopiando no ar – benta língua Banta.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ode a Gabriel Garcia Marquez

Que Gabriel Garcia Marquez
Descanse como uma estrela
Jogando poesia no céu.
No céu de Marrakesh
No céu de Calcutá
No torceu nevado dos Andes ou Além mar.
Jogai Gabriel a Saliva e o suor da América Latina.
A donde, teus manuscritos chegar!
Cem anos de solidão é pouco para a ti cantar.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A rua dos desencantos ou choro de vela

A rua dos desencantos
Desdentada e cheia de desdem á vida.
Que passa,virgem e vespertina.
A rua dos desencantos -
Por centavos prostituída.
Comeste da arvore do conhecimento!?
Agora,sorves o fruto amargo, de querer saber demais.

domingo, 25 de maio de 2014

Prece ao Sol

Em um templo sem paredes
& sem muros cantarei teu nome.
Contemplarei do alto de cordilheiras
Onde o vento vem até mim.
Elevar minhas preces a ti .
Templos sem muros e paredes
Templos a céu aberto como planícies intocadas.
Como virgens Vestais!
O Sol dança no zênite uma dança milenar.
E eu humildemente, me, silencio, diante da grandeza.
Que se anuncia ( ... ).