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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dama da Noite ou Flor Madrugadeira


Inspiração é um beijo que se dá boca da eternidade.
Coração é bojo de rimas (...)
Madrugada laboratório da saudade.
O silencio das ruas é tilintar de diamantes.
Que o poeta aproveita para compor ode sem fim.
Flor madrugadeira no cabelo da bem amada.
Cheiro que verte do corpo noite fria.
Tarde molhada.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Um Hakai e uma Resposta ( ... )


Ferro de usinagens sileiciosas
Bueiro de fuligem esvoassante
Onde estão teus donos?

Canaviais abandonados à sorte.
Faen esquecido a voar no infinto.
Onde estão as mãos?

Mãos encaliçadas e sombrias.
Agora,dormem no deserto.
Onde estão teus donos?

Um gavião ripino, algoz
E devorador da a resposta:
“Os donos do latifundio estão longe,
Devorando terras e homens como uma usina
Que teima em moer silenciosamente no meio dos canaviais da vida”

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Finados ou Os que já se foram...


Sol quarando as lágrimas contidas.
Nas pétalas duma flor.
Que cobrem os túmulos no dia de finados.
Velas sendo cremadas no sopé duma ermida.
Onde, a fumaça que cheira a sangue.
Sobe como um réquiem de saudades.
Dos vivos que buscam os consolos de quem já foram.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

áurea e rosa


Asa de fogo fátuo no meio do pântano.
Mantra recitado por grilos na alta hora da noite.
Vermelha cor de sangue insígnia para paixão carnaval.
A mosca sempre pousa na ferida.
E a abelha voando no meio do pântano sempre busca o aroma da flor.
Sejamos abelhas no meio charco e dos atoleiros da vida (...)
Busquemos transformar o vermelho sanguinolento das paixões.
No azul do Infinito, pois, o azul carrega em si núncias de vermelho.
& versa e versa.
Para final de conversa busquemos transformar luxuria em amor.
Que é áurea e rosa como uma flor do paraíso.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Guerreiro da Luz


Guerreiro da luz não tenha medo das trevas.
Pois as trevas são ausência da luz.
E tu sabes!
Onde esta a luz?! Oh, guerreiro...
As trevas fogem perante a luz
Que se anuncia.
Como um hakai que recitando.
Em meio à tempestade.
Nesse mundo as trevas e a luz.
São como irmãs que nunca se olham.
Olha tu mesmo as tuas trevas.
E cria asas de puríssima luz, perante esse abismo.
E voa guerreiro.
Que tem asas não teme abismos.

sábado, 22 de outubro de 2011

Os Gritos das Metralhadoras


Os gritos das metralhadoras.

Mecanicamente elaboradas por homens.

Para os extermínios de homens.

Seja numa favela proletária num país tropical.

Ou em guerras tribais em lugarejos Africanos.

O serviço é o mesmo em todos esse lugares.

Matar !

Matar a vida que pulsa no peito como um metralhar de vida.

Projéteis insensíveis que cruzam o ar e levam vidas num átimo de segundo.

Caim matou Abel com um pedaço de osso e se tornou-se branco e pálido como.

O osso que usou para matar seu irmão assim reza: um lenda Étiope.

Que cor se tornará essa humanidade que se extermina numa velocidade assombrosa?!

Ficara da cor do deus lucro que é cego e surdo para as dores do mundo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Caleidoscópio que é a vida


O deserto se anuncia na frente
Do caminhante como um mar,
Como um mar de incertezas distantes
E dispersas.
O deserto não agride quem nele caminha.
Apenas mostra como somos frágeis e pequenos.
O deserto contém em si oásis onde a vida brota
E pulula como um coração sacro e santo.
Esperando quem tenha o merecimento
De repousar nele.
Oh, caminhante que cruzas o deserto.
Achas primeiramente os oásis que habitam dentro de ti.
Para depois, procurar, tesouros ocultos em vastidões arenosas.
Que a sombra do falcão vele teu caminhar.
Como uma cantiga que um Beduíno canta numa língua antiga.
E que faz os grãos de areias se transmutarem em estrelas.
Dentro desse caleidoscópio que é a vida.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Num orbe


Luz na palma da mão
Na noite que se anuncia,
Abóboda celestina de áureas poesias...
Cântaro cheio de vinho nupcial.
Que um Deva oferta na casa entreaberta.
Flores pestanejam aromas.
Na asa de um beijar flor.
Enquanto isso, uma ode é escrita
Num orbe duma pérola.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Coração,oração e palavras I


Coração é oração, que pulsa.
Oração é coração que sai pela boca
Em palavras...

sábado, 8 de outubro de 2011

O Caduceu


Serpente emplumada
Canto a ti uma ode!
Ave serpentina e alquímica
Curandeira de tempos idos
Serpente emplumada
Que faz o Adepto voar há céus distantes.
E que conhecer imensidões adormecidas
Em nós mesmo (...)
Serpente emplumada
Que sobe pelo caduceu
E transforma
E transmuta
O chumbo do homem em Metal Superior
Seja assim seja!
Serpente emplumada
Nobre curandeira alquímica

Hakais Pendulares


O pendulo dança
Num deserto sonoro
Vento cálido pousa

Ave do paraíso
Descaça silente
Com estrela matutina

Rosa menina sorri
Pétalas ao vento
Que contam historias

sábado, 1 de outubro de 2011

Flor de Flamboyant




Quando uma bandeira tremular
No chão cálido do dia
Ruas cobertas de poesias e livros
Soltos ao chão.
Um calor tropical crepita na lareira
Incandescente do sol, dissipador de ilusão.
Flor de flamboyant contando estrelas
No pólo sul.
Manto de estrelas translúcidas
Costuradas no firmamento
Cheiro de rosas
Céu azul (...)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ode As Parteira


Parteira tu trás a luz em tuas mãos
Benfazeja e benzedeira
Parteira tu trás a luz em tuas mãos
Que semeiam vida em abundancia
Como chuva que atravessa alto mar
Parteira tu trás a luz em tuas mãos
Como reza silenciosa que é quebrada,
Por um choro duma criança.
Que vem pela luz de tuas mãos
Oh parteira, enfeitar o mundo.
E entrar na ciranda da vida
De grãos de luz és colhedora
Parteira (...)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Porta do céu


Incenso raro na mão de um Deva
Mantra recitado por criança é
Dissipador trevas.
Rede que dorme um poeta
Acalentado por estrelas
Translucidas madreperolas
Altaneiras.
Retalho azul dos Andes
Costurado por Pachamama
Num altar milenar.
Fruto do paraíso
Gaivota solta no ar.
Flor que dança em teus cabelos
Ou na boca do menestrel
Estreito é o laberinto
É porta que entra no céu

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Despertar ou Ode ao Amanhecer


Quando o dia amanhecer
E não haver, mas fuzis
Que massacram homens
Quando o dia amanhecer
E não haver, tanques de guerras
Que esmagam homens
Quando o dia amanhecer
E não haver, mas granadas
Que mutilam homens
Quando o dia amanhecer
E não haver, mas ganância
Que destrói a terra
Os pássaros falaram para os homens
E contaram segredos que estão guardados
No âmago da existência como uma sinfonia
Inacabada esperando o despertar do homem
Integral e sereno como um olhar de uma criança
Eles dançaram de mãos dadas com a Natureza

Haikais beijo de luz


À tarde de sol
Luz que cai
Como chuva

Sol que candeia
Candeeiro alado
Em mãos divinais

Rosto que recebe
O beijo da luz
E se vai

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A lei da rua


A lei da rua

Ter aborda

Com bordoadas no olhar,

A lei da rua

Impõe-se com os punhos serrados

Há te acusar?!

De quê és preto ou pobre

De quê és suspeito até que se prove

O contrario nas alçadas da lei

Que é branca e burguesa e cheira há perfume importado.

O povo odeia ladrão, mas o ladrão é o alter ego do povo,

Querendo consumir (se) comprando

Nas liquidações da vida.

Uma tarde de sol vale, mas do que um saco de dinheiro

Vi escrito num muro na cidade de Potosi

Que foi roubado por um bando de branco e nem um foi preso!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Enquanto existir cercas ( ... )


Enquanto existirem cercas, existira a fome
Travestida nas esquinas e nas calçadas
Enquanto existirem cercas, existiram milícias
Armadas há dominar periferias
Enquanto existirem cercas, existiram muros
Há separar homens de homens
Enquanto existirem cercas, existira o medo
Velho decrépito há jogar corpos nas ruas.
Enquanto existirem cercas, existira também:
A esperança, moça bonita que joga flores ao vento.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Rosário





Rosário (rosa do rio).
Que a madre mão debulha
Como espiga santificada,
Pelos calos da mão.
Gota de orvalho,
Aspergida pelo tempo
Purificai os pensamentos,
Do poeta que contempla.
A imensidão branca do papel.
Amém!

Farol Feito de Palavras


Um farol feito de palavras
Insulares palavras
Com sabor dos trópicos
Permeando sua luz salvadora
Luz sabor caju;
Luz sabor goiaba,
Luz sabor pitanga.
Uma jangada que cruza
Um mar transcendental.
Vê o velho, farol ao longe.
E seus tripulantes sorriem
A verem tão fulgurante luz
Com sabores tão diversos
Desses universos tropicais.